Governo do Distrito Federal
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26/06/20 às 11h26 - Atualizado em 26/06/20 às 13h17

Paulo Victor assume a Secretaria Executiva de Futebol

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A Secretaria Executiva de Futebol, da Secretaria de Esporte e Lazer, está sob novo comando. O ex-goleiro Paulo Victor Barbosa de Carvalho assume a missão, nada fácil, de alavancar a modalidade no Distrito Federal. Das categorias de base ao profissional, passando pelo amador e sem esquecer a inclusão feminina. Tudo isso faz parte das prioridades do ídolo do Fluminense, nascido em Belém (PA) e radicado em Brasília, que já havia atuado na Pasta do Esporte nas gestões de Agrício Braga e Weber Magalhães.

 

Paulo Victor fez história no clube carioca na década de 1980. A imersão no mundo bola iniciou no Distrito Federal no Centro Esportivo Universitário de Brasília (CEUB), seguindo para o Vitória (ES), até ser contratado pelo Tricolor das Laranjeiras em 1981, se tornando um dos maiores goleiros de sua história. Conquistou o tricampeonato estadual (1983, 84 e 85) e o Campeonato Brasileiro de 1984. Esteve na Copa do Mundo do México, em 1986, como um dos defensores reservas de Carlos Roberto Gallo. Encerrou a carreira dentro do campo em 1994 no clube Volta Redonda (RJ).

 

Veja abaixo a entrevista com o novo secretário de Futebol – que deve participar de uma live nos próximos dias na página do Instagram da Secretaria de Esporte e Lazer.

 

Quais serão as prioridades da Secretaria Executiva de Futebol?

A prioridade, sem dúvida, são os estádios. Temos estádios que precisam de infraestrutura, reformas. Precisamos fazer algumas mudanças e vistorias para que possamos, daqui para frente, melhorar. Estamos agora no final de campeonato, que devido à pandemia foi interrompido, mas ainda terá continuidade. Então, nós vamos dar prioridade, principalmente, aos estádios, como Augustinho Lima, Serejão, Rorizão e Bezerrão. Essas são as preferências do momento, já que são os times que estão disputando a final do campeonato.

 

Como avalia o cenário do futebol no DF?

Na verdade a análise que eu fiz é que o futebol anda por baixo, precisamos alavancar esse esporte. Eu me lembro que em outras épocas, quando comecei a jogar bola em Brasília, a gente tinha público nos estádios. Hoje, não temos mais. Precisamos de atrações. Esses atrativos nos clubes irão motivar os torcedores a voltar, assim teremos aquele futebol que Brasília já teve um dia, com times na série A, como Brasiliense e Gama. Para que isso volte a acontecer, é preciso oferecer uma boa infraestrutura dentro dos clubes,  para que eles possam realmente ter condições de voltar à primeira divisão do campeonato brasileiro.

 

Vai ter algum projeto específico voltado para o futebol feminino?

Irei analisar a estrutura do futebol feminino no DF. Claro que o futebol feminino precisa dar um salto maior. Ainda não se iguala ao futebol masculino, porque não são oferecidas as mesma condições. O futebol candango precisa disso. Nossa intenção é dar atenção ao futebol feminino, ao futebol amador. Nós precisamos priorizar essas questões do futebol. Do amador, da base, aparecem os craques. Precisamos valorizar isso. É óbvio que já queríamos que tivesse essa força aqui como tem na Europa e nos Estados Unidos. Nós precisamos disso. Precisamos que todos abracem o futebol feminino, até a própria CBF. E vamos conversar para ver onde podemos realmente ajudar.