Governo do Distrito Federal
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10/06/19 às 17h20 - Atualizado em 11/06/19 às 10h25

Milhares de pessoas participam da Corrida de Reis

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A Corrida de Reis reuniu neste domingo (9), em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha, milhares de atletas, que correram os percursos de 6 e 10 quilômetros. Este ano, a prova, uma  das mais tradicionais do Brasil, ocorreu excepcionalmente em junho. Enquanto os primeiros colocados estavam sendo premiados no palco do evento, a Corrida Mirim iniciava, no mesmo local, com a participação de crianças que foram classificadas por idade.

 

O evento contou com a presença do secretário de Esporte e Lazer, Leandro Cruz, que participou da premiação adulta e na largada das baterias da versão mirim. “Estamos trazendo os grandes eventos esportivos para Brasília e nos dedicando na organização do esporte de participação e inclusão, este que ajuda a construir uma qualidade de vida melhor e mais saudável para a população”, comentou.

 

Para a próxima edição, em 2020, o secretario já anunciou que a prova ocorrerá no início do ano, em uma edição especial que celebrará dois aniversários importantes: os 60 anos de Brasília e os 50 da Corrida de Reis.  “Neste ano a secretaria assumiu publicamente o compromisso de que no ano que vem a Corrida voltará a ser em janeiro, conforme a tradição. E também voltará a ser noturna”, adiantou o secretário.

 

Entre os primeiros colocados do percurso de 10 km, atletas conhecidos pelas ruas do Distrito Federal. Com o tempo de 38m19s, Lorena Nunes Alves, de 21 anos, conseguiu o feito que tanto almejada. Do Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO), ela treina de segunda-feira a sábado, de manhã e à tarde, com o propósito de seguir a carreira esportiva. “Foi tudo muito bom. Estou bem feliz de ganhar uma das provas mais tradicionais. Ano passado, eu fiquei em quarto, agora me esforcei mais para levar o primeiro lugar”, destaca.

 

O campeão no masculino na mesma prova foi Antônio Wilson Sousa Lima, que completou a prova em  30m35s. Em 2017, ele também conquistou o primeiro lugar e, no ano passado, ficou em segundo. Para ele, a Corrida de Reis serviu de treinamento para a Maratona do Rio de Janeiro. “A prova foi tranquila. Consegui colocar o meu ritmo, do início ao fim. Esta prova incentiva o brasiliense a ter qualidade de vida porque é uma ótima oportunidade para começar a exercitar-se, já que as inscrições são gratuitas”, avalia.

 

Dayse Ribeiro tem 35 anos e participou da prova pela quinta vez. Este ano, ela conseguiu a sua melhor colocação, terminando a prova de 10 km na segunda colocação, com o tempo de 44m30s. “Minha melhor classificação tinha sido um quarto lugar. Estou muito feliz de ficar em segundo”, contou. Para a atleta, a Corrida de Reis tem uma energia especial. “É uma energia imensa das pessoas que estão ali correndo. Eu gosto muito de participar para mostrar o meu exemplo. O esporte mudou minha vida. Eu tinha uma vida sedentária e não sabia o que era corrida e o que era esporte. E comecei a correr. Foi aí que o esporte mudou a minha vida. Eu tenho saúde e qualidade de vida. Eu treino todos os dias pelas ruas de Brazlândia.”

 

A moradora do Guará Ana Lúcia Medeiros, 36 anos, é deficiente visual e participou, pela terceira vez, da prova dos 10 km.  Mas, desta vez, a corrida teve um sabor especial. Ela terminou a prova na primeira colocação e subiu no pódio pela primeira vez na vida. “A Corrida de Reis é muito tradicional e animada. Das outras vezes, eu vim como participação. Este é meu primeiro pódio. Mas eu tenho treinado bastante para isto. Eu corro duas vezes por semana pelas ruas do Guará”, contou.

 

Quem participou da corrida de 6 km também teve motivos para comemorar. A estudante Glaucia Dias Maciel, de 18 anos, participou pela quarta vez desta categoria. E saiu radiante com a primeira posição nos 6 km.  “O ano passado eu fiquei em primeiro também. A Corrida de Reis é muito legal porque tem muita gente participando. Além de ser umas das corridas mais famosas do Brasil. É sempre uma boa experiência e muita diversão”, disse a estudante da Universidade de Brasília (UnB).

 

Já para a Corrida Mirim foi montado um espaço especial, com demarcações que variavam de 25 a 150 metros, dependendo da bateria, que foi dividida por idade – de 4 a 15 anos. Após o fim de cada trajeto, os corredores mirins descansavam com água e kit lanche. Eles também participaram de um grande sorteio de bicicletas. O pequeno Petros Carvalho, de 4 anos, estreou na Corrida Mirim neste ano. “Quero ganhar”, disse o menino, que foi acompanhado da mãe, que correu o percurso de 6 km.

 

Este foi o quarto ano que Getúlio Dias, 31 anos, correu o percurso dos 10 km. Ele sempre participa da corrida, acompanhado da família: esposa, filhos, tias, cunhados. Todo mundo deixou de lado o sedentarismo para investir em um estilo de vida mais saudável. A pequena Mariana Alves, de 8 anos, levou, pela terceira vez, o primeiro lugar da sua categoria. “Estou muito feliz. Melhorei o meu tempo, minha filha ganhou, e a organização deste ano está de parabéns”, elogiou.

 

Centro Olímpico e Paralímpico da Vaquejada

Além dos corredores, aproximadamente 200 alunos dos Centros Olímpicos e Paralímpicos também compareceram à Corrida de Reis. Um deles foi o aluno de atletismo do COP do Parque da Vaquejada, em Ceilândia, Samuel Cordeiro. O estudante de 18 anos participou pela terceira vez da competição. Neste ano, ele fez os 6 km em 20m15s. Na unidade esportiva, ele treina para as provas de 1.500 m e 800m. “Gosto de participar da Corrida de Reis porque é tradicional”, ressaltou.

 

As irmãs Miriana e Mariana Cordeiro, ambas de 12 anos, participaram juntas da prova dos 6 km. Elas também frequentam as aulas de atletismo no COP da Vaquejada e participaram pela primeira vez de uma corrida de rua. “No COP eu treino prova de 1.000 metros. Gostei desta experiência. Quero repetir no ano que vem”, contou a Miriana. “Treinamos três vezes por semana, no período da noite. E perto de competições a gente treina também aos sábados. Nosso sonho é ser atleta profissional”, explicou Mariana, que treina para provas de 1000 m, 800m e 250m.