Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
6/06/19 às 11h36 - Atualizado em 6/06/19 às 11h36

Futebol feminino é destaque no COP da Vaquejada

COMPARTILHAR

Na próxima sexta-feira, dia 7 de junho, começa mais uma edição da Copa do Mundo de futebol feminino. A competição vai ser realizada na França e vai reunir as melhores jogadoras de futebol do planeta.

 

O exemplo das atletas brasileiras Marta, Formiga e Cristiane inspirou uma nova geração de jogadoras brasilienses de futsal. São 23 alunas, de 13 a 17 anos, que treinam duas vezes por semana no Centro Olímpico e Paralímpico da Vaqueja, na Ceilândia.

 

A equipe é coordenada pelo professor Tiago Miquéias, que está orgulhoso em participar da formação esportiva das meninas. “Faz três anos que venho brigando para montar um time de futsal feminino aqui no COP. E este ano deu certo”, conta.

 

A formação do time começou em fevereiro quando tinha apenas duas jogadoras. E elas foram convidando as colegas. Agora, o professor já consegue montar mais de duas equipes. Apesar do time ser recém-formado, Tiago quer ver as meninas marcando gols em outras quadras do DF. Ele e as atletas estão ansiosos para participarem, em 24 de agosto, do Torce, a competição entre os COPs. Será a primeira vez que o evento vai promover disputas com times só de garotas.  E a peleja marcada é contra o COP do Setor O.

 

Sarah Sebastiana, de 16 anos,  foi uma das primeiras alunas da turma. Ela já treina na equipe desde fevereiro.  “Quando eu contei para os meus pais que iria para o time de futebol, eles ficaram surpresos, mas gostaram da ideia. E eu acabei virando referência para minhas colegas de escola. Já até chamei algumas para participar do time”, explica a jogadora.

 

Sarah é atacante do time e sonha em jogar em um grande clube brasileiro. “Eu gosto mais de jogar no ataque, mas às vezes também jogo na zaga. Me considero uma boa jogadora”,  diz a garota que sonha em ser atleta do Flamengo.

 

Quem também gosta de jogar no ataque é Gabriele Assunção, de 13 anos. Ela escolheu o futebol por causa da família. “Minha família toda gosta e meu pai praticava muito até ele se machucar e parar de jogar. Eu entrei no COP para seguir aquilo que meu pai sempre me ensinou”.

 

Gabriele é palmeirense fanática. “Eu assisto todos os jogos do Palmeiras pela TV e me considero uma jogadora regular; ainda  vou chegar no nível das jogadoras do Palmeiras. Mas agora eu quero ver a seleção brasileira na Copa do Mundo e me inspirar nelas”.

 

Para o professor Tiago, a formação da primeira equipe feminina de futsal do COP é um avanço para a modalidade no DF. “Eu sou um dos defensores do futebol feminino amador. E eu vejo o desenvolvimento desta equipe com muito sucesso. As meninas do COP se inspiram nas  jogadoras da seleção como a Marta e a Formiga. E elas estão aguardando o próximo domingo para ver a estreia do Brasil ”, finalizou.