Governo do Distrito Federal
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2/05/19 às 11h13 - Atualizado em 6/05/19 às 17h09

Conheça Sebastião Rodrigues, o aluno quase centenário dos COPS

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Todas as quartas e sextas-feiras, às 17 horas, Sebastião Rodrigues da Cunha chega ao Centro Olímpico e Paralímpico do Gama, como parte de sua rotina, para mais um dia de treinamento. O senhor grisalho andando lentamente é o aluno mais velho de todas as unidades esportivas do Distrito Federal. Com 96 anos de idade, ele conta com a ajuda das filhas para chegar até o local. E é neste espaço que passa uma hora de seu dia praticando exercícios nos aparelhos do circuito inteligente de ginástica.

 

Além de ser o aluno mais velho dos COPs, seu Sebastião também é um dos alunos mais antigos da unidade do Gama e viu todo o desenvolvimento do centro ao longo dos últimos anos. “Antes era outro centro, o local foi melhorando e crescendo com o tempo”, relembra. Ele começou a frequentar o espaço em 2011 e, de lá pra cá, fez do espaço a sua segunda casa. “A turma é bem unida. Sempre faz festinhas e confraternizações”, conta.

 

Antes do COP, seu Sebastião fazia caminhada pelas ruas do Gama porque os exercícios físicos sempre foram fundamentais para a sua vida. Em 1977, com 54 anos, ele sofreu um acidente enquanto trabalhava na construção civil, oito anos após trocar o município de Arinos, em Minas Gerais, pela capital federal, em busca de novas oportunidades. Ficou internado por sete meses no Hospital Sarah Kubitschek. No dia da alta hospitalar, o médico alertou que fisioterapias e exercícios físicos seriam sempre de extrema importância para a sua saúde.

 

Desde então, ele não parou mais de praticar atividade física. “Fiquei quase dois anos sem andar depois do acidente. E de lá pra cá sempre sinto umas dores. E o exercício físico ameniza esse sofrimento”, conta. Seu Sebastião conversa pouco, mas se diverte ao lembrar-se de acontecimentos da juventude. Como a ocasião em que foi convocado para a Segunda Guerra Mundial e dispensado logo em seguida. Sebastião ficou viúvo em 2004 e, hoje, mora com um dos onze filhos. Ele já perdeu as contas da quantidade de netos e bisnetos.

 

Considera as professoras dos centros como se fossem filhas. “Eu dei sorte porque encontrei professoras boas aqui. Elas têm muita paciência e me ajudam bastante”, explica seu Sebastião enquanto caminha com a ajuda da educadora Cléia Nascimento da Costa. Ela é uma das professoras que dão aula para o idoso e toda a sua turma. São cerca de 30 alunos. “A gente se apega muito com eles. Quando fico sabendo que um dos meus alunos faltou por algum problema ou doença, eu sofro junto”, relata.