Governo do Distrito Federal
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31/07/20 às 15h33 - Atualizado em 31/07/20 às 15h35

Brasília se garante como a capital dos saltos ornamentais

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A tradição de Brasília nos saltos ornamentais não é novidade. A capital federal que revelou nomes como Hugo Parisi e César Castro contabiliza hoje cinco nomes com chances reais de integrar a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no próximo ano. Eles fazem parte do Instituto Pro Brasil, que atua na formação e manutenção de atletas de alto rendimento. À frente desta empreitada, Hugo Parisi e o técnico Ricardo Moreira se reuniram, nesta semana, com a secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão.

 

Atualmente, a instituição garante todo o suporte técnico e de estrutura no Centro Olímpico e Paralímpico do Gama, única das 12 unidades esportivas a oferecer aulas da modalidade. No local, a ideia é garimpar novos talentos, como foram os casos de Luís Felipe Moura e Kawan Figueiredo, que agora fazem parte do Instituto Pro Brasil e integram o quinteto brasiliense que vai disputar o Torneio Pré-Olímpico em 2021. “A ideia é darmos continuidade e ampliarmos a parceria com a Secretaria”, destaca Ricardo Moreira.

 

O encontro debateu possibilidades de expandir essa colaboração recíproca, entre a pasta do Esporte e a Instituição, que tem dado tanto resultado ao esporte brasileiro, podendo incluir outros centros esportivos como bases de treinos para a modalidade. “Queremos que, até o final da nossa gestão, a cidade tenha outra estrutura esportiva, muito melhor. Estamos trabalhando para oferecer melhores locais de treinamento para nossos atletas”, reforçou a secretária, Celina Leão.

 

Para Hugo Parisi, que participou das Olimpíadas de 2004, 2008, 2012 e 2016, tendo Ricardo Moreira como seu técnico, o trabalho desenvolvido no Gama ajuda a subsidiar, na questão de encontrar novos esportistas, a equipe do Instituto, que treina na Universidade de Brasília (UnB). “A gente apoia tecnicamente os treinadores de lá. E os melhores atletas, a gente concentra para ter acesso a melhor estrutura possível e tecnologia de ponta. Para que possam atingir o melhor resultado que eles têm condições de dar, tanto na modalidade quanto na parte pessoal”.

 

Além de Kawan e Luís Felipe, completam a turma que está atrás de uma vaga para o Japão as saltadoras Luana Lira, Rebeca Santana e Anna Lúcia dos Santos. Desde o início da pandemia, os treinamentos presenciais estão interrompidos, sendo feitos apenas versões virtuais para manter as condições físicas e técnicas. “A expectativa é voltar com os treinos na piscina o quanto antes”, desabafou Ricardo Moreira, que destaca que a última seletiva antes do Pré-Olímpico está mantida para dezembro deste ano.