Governo do Distrito Federal
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13/10/20 às 20h59 - Atualizado em 13/10/20 às 21h00

Ágatha Amaral conquista recorde absoluto nos 400m medley

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Brasiliense, moradora de Águas Claras, a nadadora Ágatha Marcondes Amaral, 12 anos, retornou profissionalmente às piscinas, neste mês, com a bola toda. Ela, que representa a Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC) Aquanaii, quebrou o recorde estadual absoluto nos 400 metros medley com o tempo de 5:04:91. A marca aconteceu durante um dia de tomada de tempos organizada pela Federação Aquática do Distrito Federal. A jovem atleta é beneficiada pelos programas Bolsa Atleta e Compete Brasília, da Secretaria de Esporte e Lazer.

 

Até então, esse recorde era de outra esportista revelada nas piscinas do Distrito Federal. A brasiliense Manuella Lyrio alcançou o número de 5:07:00 no Troféu Brasil de 2003. “Fiquei bem feliz. No início minha meta era ficar abaixo dos 5:15:00. Agora meu objetivo é bater o recorde brasileiro”, completa Ágatha que nada, atualmente, na categoria Infantil I. Desde 2013, a nadadora Maria Luiza Pessanha mantém o menor tempo nacional com 5:03:70. A oportunidade de quebrar essa marca será no Troféu Brasil de Natação 2020, de 9 a 12 de dezembro, no Rio de Janeiro.

 

Pelo Compete Brasília, Ágatha conseguiu viajar para importantes torneios que, inclusive, renderam pódios, como o caso dos Jogos Escolares, do ano passado, em Blumenau (SC). Com o Bolsa Atleta estadual, ela consegue garantir serviços e equipamentos essenciais do cotidiano de uma atleta de alta performance, tais como consultas de nutricionista e fisioterapeuta, além de materiais de natação para os treinamentos. “Acho muito interessante esses benefícios porque consigo me manter focada nas minhas provas”, diz a jovem que, claro, alimenta o sonho de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.

 

Verdade que, neste ano, devido à pandemia de Covid-19, boa parte do calendário esportivo brasileiro foi cancelado desde março, sendo retomado gradualmente em cada estado. No entanto, como tem uma piscina de 12 metros em casa, Ágatha continuou nadando todos os dias para manter o condicionamento físico em dia. O treinamento também acontecia por meio da plataforma virtual do Zoom. Após a autorização do Governo do Distrito Federal (GDF) para uso das piscinas, a rotina voltou aquele ritmo intenso dividido entre práticas na piscina, exercícios físicos, pilates e fisioterapia.

 

Ela já está entrando no ciclo olímpico, que exige maior dedicação, e pode já brigar por uma vaga na edição de Paris, em 2024. No Distrito Federal, hoje em dia, ela coleciona topos de rankings nas provas de 400m e 200m medley e 200m livre. Sua estreia em competições internacionais aconteceu em março deste ano na Copa Uana, em Lima, no Peru, que conquistou quatro medalhas: duas de ouro nos 200 medley e revezamento de 4 por 50m livre; prata nos 100m livre e bronze nos 100m peito. Antes do Troféu Brasil, em novembro, a brasiliense ainda participa do Brasileiro em novembro.

 

Início

Influenciada pela irmã mais velha, que já nadava no Colégio La Salle, a jovem se sentiu atraída para ingressar também na modalidade. Aos cinco anos, ela competiu pela primeira e se recorda até hoje. “Aquele dia ficou marcado para mim”. No Complexo Aquático Claudio Coutinho, conhecido na época como Defer, ela levou o terceiro lugar nos 50 metros livre. A irmã seguiu outro rumo, na medicina, mas Ágatha continuou na natação. Até o fim de 2018, ela fazia parte da equipe do Iate Clube, onde conquistou marcas importantes. Desde o ano passado, migrou para o time da ASBAC.

 

POR BIANCA MOURA, DA ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SECRETARIA DE ESPORTE E LAZER